Logo preenchida do blog Reticências Culturais

O que são as reticências para você? O que cabe dentro dos três pontinhos no final da frase? Seriam, pois, as reticências, um final? Termina ali o que se queria dizer? Ou fazer? Ou mostrar? Já parou para pensar que universo elas podem nos mostrar? Bom.. Vamos começar essa viagem.

As reticências nascem no não-dito que poderia gritar; nasce do infinito que flutua em silêncio. Por isso, aqui não se poupa o que pode e deve ser falado e ouvido. Aqui, é nas reticências onde mora uma infinidade. Nesse caso, de pluralidades artísticas.

Os três pontinhos não tem cor, não tem forma, não tem timbre, não tem gesto próprio, não tem particularidade. Sabe por quê? Porque é neles onde tudo isso – e muito mais – se encaixa, e é a partir deles que poderemos enxergar e sentir essas múltiplas possibilidades de arte.

Através das reticências, pode-se encontrar nada, inclusive, tudo, e é no “tudo” onde voltaremos o foco neste blog. 

Com recursos da Lei Aldir Blanc Mossoró, o blog RETICÊNCIAS CULTURAIS nasce do mundo das ideias de uma mulher, artista, jornalista, que se alimenta da junção desses dois universos: a arte e o compartilhar histórias. Esta mulher chama-se Luiza Gurgel, a curiosa pelo mundo que vos escreve.

Luiza Gurgel levemente de perfil, com uma camisa vermelha, olhos verdes, cabelo suavemente ondulado. Por trás, um fundo cinza escuro.

Permitam-me falar em primeira pessoa a partir de agora.

Nasci em Natal, capital do Estado do Rio Grande do Norte, e moro em Mossoró desde muito cedo. Aqui na capital do Oeste Potiguar, pude descobrir mais da cultura na cidade, nos outros e outras, e sobretudo, em mim. Passo pelo teatro, dança, literatura, cinema, produção, e partir dessa mistura, descobri-me no jornalismo, hoje, formada na área. 

Quando me surgiu a possibilidade de assinar um blog, não pensei duas vezes. A certeza disso nasce da vontade de multiplicar a arte em Mossoró, no RN, nos horizontes, no país, onde ela quiser alcançar. Mas não multiplicar apenas a minha arte para mim mesma, e sim, a arte das e nas outras pessoas. Arte que gera arte, sabe? Meu instinto grita para tornar mais fácil o acesso à arte e à cultura principalmente em Mossoró, mas também no Estado. 

Não quero esculpir o blog apenas do que já está visível aos nossos olhos; da arte que já é “considerada” arte e do artista que já é “considerado” artista. Mas também da arte que o capitalismo, o poder e a desigualdade não nos permite enxergar; a arte que acontece na esquina, na periferia, no sinal, na rua, na calçada, em todos os lugares e de todas as formas. 

Quanto se tem de riqueza cultural na cidade de Mossoró e nos outros municípios interioranos, mas que é, até então, desconhecida ou pouco valorizada? Pensando nisso, o Reticências Culturais pretende ser palco para essas pessoas e para essas artes, seja o teatro, a dança, a música, o cinema, a literatura, o artesanato, as artes visuais, arte popular ou indígena, entre outras. Tudo envolvido pelo jornalismo cultural.

Por aqui, alguns nomes de mulheres artistas do nosso Estado serão reverberados. Isso porque cada aba do blog será batizada por um desses nomes. Para descobrir os acontecimentos e reportagens sobre teatro, vocês terão que clicar no botão Tony Silva, diva do teatro mossoroense;

Tony Silva olhando para a luz com uma roupa preta e um lenço rosa, no fundo preto

conteúdo sobre dança, conhecerão Deodete Dias, uma das primeiras professoras de dança popular da cidade de Mossoró;

Deodete Dias de frente, sorrindo, com um vestido florido e óculos de grau

tudo sobre música, todos, todas e todes terão que clicar em Glorinha Oliveira, uma das maiores cantoras de rádio do RN;

Glorinha Oliveira sentada com a cabeça levemente inclinada, sorrindo, com óculos de grau, brincos discretos e parte da roupa estampada

para assuntos ligados ao audiovisual, conheçam Mary Land Brito, grande incentivadora e produtora de cinema do nosso Estado;

Mary Land Brito sentada com uma camisa preta, um colar verde, com tatuagens falando e gesticulando

sobre literatura, Auta de Souza, um dos maiores nomes da poesia potiguar;

Auta de Souza jovem, séria, com um topete e uma roupa cheia. Aspecto de foto antiga, desgastada, sem cor

nas artes plásticas, Marieta Lima, figura mossoroense ímpar quando esse é o assunto;

Marieta Lima mais velha com o cabelo branco, óculos de grau, sorrindo, camisa com tons de marrom. De fundo, uma parede azulada

também vocês encontrarão conteúdos sobre jornalismo cultural, que terá como nome Cleide Siqueira, a primeira mulher de Mossoró a ocupar um lugar numa rádio;

Cleide Siqueira virada levemente para a esquerda, séria, com cabelo e curto e neutra. A foto não ter cor, é mais antiga e desbotada

e por último, a agenda cultural que levará o nome da mestra Dona Militana, simplesmente, a maior romanceira do Brasil, por isso, ela merece englobar todas as artes.

Dona Militana mais velha, com um lenço na cabeça, uma camisa estampada, olhando para a lateral. De fundo, uma casa de taipa

Claro, ao longo do tempo, vocês irão conhecer um pouco mais sobre a vida delas também. 

O blog será direcionado por mim, Luiza, mas vocês que agora lêem estas palavras fazem parte diretamente disso, seja sendo o ou a entrevistada ou sugerindo novos conteúdos. É para vocês que isso passa a existir a partir de agora. Unicamente com o objetivo de difundir a arte e a cultura e ser trampolim para tantos e tantas artistas, tornando o blog, ponto de referência e de encontro quando o assunto for ARTE em Mossoró e no Rio Grande do Norte.  

Com o blog, pretende-se que mais artistas sejam descobertos/descobertas e respeitados/respeitadas pelas suas artes, descentralizando os espaços e alcançando novas atmosferas, incentivando mais e mais pessoas a serem realizadoras das suas artes. 

Falar sobre arte e cultura é falar sobre multiplicidade. Um leque que não enxerga o seu fim. Um caminho que só segue e vai, encontrando novos caminhos. Porque não há limites para a arte. Ela é infinito, que se conserva nas reticências. Reticências Culturais. 

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